O presidente Lula desembarca no Brasil nesta segunda (25) com a promessa de trabalhar pessoalmente para diminuir as resistências no Senado ao seu escolhido para a vaga aberta no Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Lula afiançou o empenho a Messias na conversa que tiveram semana passada, instantes antes da formalização da indicação. O petista, segundo ministros, está ciente do tamanho do desafio, sabe que há uma possibilidade de rejeição do nome —e por isso mesmo disse que vai entrar em campo.
O presidente manteve sua predileção por Messias contra a vontade do Senado —e do comandante da Casa, Davi Alcolumbre— que trabalhavam para emplacar o nome de Rodrigo Pacheco.
Mas Lula entendeu que ceder à pressão de um outro Poder para deliberar sobre prerrogativa exclusiva da Presidência da República seria abrir mão de um atributo que, depois, poderia não ser recuperado.
A semana será decisiva para uma definição de rumos. Dois planos estão na manga dos aliados de Alcolumbre: colocar a sabatina de Messias para acontecer já nos próximos dias, sem dar tempo para o governo se rearticular, ou empurrar a decisão para março do ano que vem, deixando o escolhido do petista no sereno até lá.




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