
Impactado pelo filme “Ainda Estou Aqui” — baseado no livro homônimo (2015) de Marcelo Rubens Paiva —, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, tendo no elenco Selton Mello e Fernanda Montenegro, entre outros, que narra a vida e trajetória de Eunice Paiva, mulher do ex-deputado Rubens Paiva, que foi capturado e morto
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Por Emiliano Jose Waldir Pires e Darcy Ribeiro. Os dois, deitados na cabeceira da pista do aeroporto de Brasília, encobertos por uma moita.Ao lado dos dois, Rubens Paiva. Dia 4 de abril de 1964. Quatro da manhã.Movimento nenhum.Tensos, os três.Não se mexiam. Darcy arrisca: acendeu um cigarro.Cochicha no ouvido de Waldir, filosofa:Como o poder é
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Por Adriana Ferraz O Estado brasilero gasta mais de R$ 1,8 milhão por ano com o pagamento de aposentadorias e pensões aos militares e seus dependentes acusados de torturar, matar e ocultar o corpo do deputado Rubens Paiva, retratado no filme “Ainda Estou Aqui”. Nenhum dos envolvidos foi julgado, 53 anos após o crime. Preso em
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Por Danilo Cymrot No dia 21 de janeiro de 1971, o ex-deputado federal trabalhista Rubens Paiva foi sequestrado em sua casa por militares à paisana e levado ao quartel da Polícia do Exército, onde foi torturado e assassinado. Seu corpo jamais foi encontrado. O drama do desaparecimento de Rubens Paiva e a resistência de sua família são retratados no filme Ainda Estou Aqui, de Walter
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“O passado não está morto. Nem sequer é passado”. A famosa frase do escritor estadunidense William Faulkner pode ser uma boa metáfora para pensarmos que a herança da ditadura militar no Brasil, que durou 21 anos, está longe de ser superada. “É preciso que se faça Justiça hoje para que a história não se repita“ A
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Por Jamil Chade Documentos do Comitê Internacional Cruz Vermelha obtidos pelo UOL revelam que, durante anos, militares brasileiros dificultaram a entrada da representantes da entidade para avaliar a existência de graves violações de direitos humanos. Nos anos 1970, só o Brasil e a Cuba de Fidel Castro adotaram tais práticas na América Latina. O regime militar (1964-1985)
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Por Raphael Sanz Sequestrado em 1971 pelo governo Médici, o então deputado foi torturado e morto no Doi do Rio de Janeiro; Seu caso foi arquivado meses depois O Conselho Nacional dos Direitos Humanos acaba de aprovar, por unanimidade, a reabertura do processo que investiga o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva pela ditadura civil-militar que se instalou em 1964 no Brasil. O órgão é
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Por Felipe Santa Cruz, Fernando Augusto Fernandes e Rodrigo Siqueira Jr. O mês de março concentra datas que marcam sombrio lado da história brasileira, o golpe civil-militar de 1964, de 31 de março, e a operação “lava jato”, iniciada em 17 de março de 2014. Ambas marcam processos que resultaram no enfraquecimento democrático e atacaram
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Por Marcelo Uchôa Há 60 anos uma conspiração civil-militar emplacou um golpe no Brasil. Uma ditadura que durou duas décadas e só cessou com a Constituição. Apesar de finda a ditadura, a transição política deixou a desejar. Primeiramente, os facínoras que violentaram a democracia e usaram do Estado para praticar crimes de lesa-humanidade (torturas, execuções
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Por Jandira Feghali Este 1º de abril marca os 60 anos do início do pior período de trevas do Brasil. Precisamos contar esta história de forma viva e fazer Justiça, como fizeram outras democracias Democracia é a palavra que mais tem sido falada no Brasil na última década. Uns para defendê-la; outros, viúvos do autoritarismo,
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Por Karla Monteiro e Mateus Araújo Perto de completar 95 anos — faz aniversário no próximo 11 de abril —, Almino Affonso diz em tom de piada que, às vésperas dos 60 anos do golpe militar, o telefone “milagrosamente” voltou a tocar. “Descobriram que sou a última testemunha”, diz, em referência ao fato de, entre
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Por Maurício Meireles e Géssica Brandino Regime negava discriminação no país e acusava militância de semear ódio, mostram documentos Documento confidencial, 20 de setembro de 1978. O assunto no cabeçalho: “Núcleo Negro Socialista – Atividades de Carlos Alberto de Medeiros.” A tal organização, segundo agentes da ditadura militar, estava coordenando “movimentos black” —e Carlos seria um dos
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