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Grupo alinhado a Lula diz que ação contra Bolsonaro não é ‘dia de festa’

Grupo alinhado a Lula diz que ação contra Bolsonaro não é ‘dia de festa’

Marco Aurélio afirma que é preciso ter serenidade neste momento e diz que a manifestação do Prerrogativas é coerente. “Nós não somos garantistas de ocasião. Que todos os direitos dele sejam resguardados e que, ao final, ele seja preso, porque, de fato, ele é responsável pelos crimes dos quais ele foi acusado. Não há dúvida quanto a isso”, ressalta.

Coordenador do Prerrogativas sugere, no entanto, que Doria leve chocolates para ex-presidente na cadeia, como prometeu com Lula no passado

Coordenador do grupo Prerrogativas, que reúne advogados alinhados ao presidente Lula (PT), Marco Aurélio de Carvalho adota um tom de cautela ao comentar a imposição de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e diz que o dia não é de festa.

Ele afirma que Bolsonaro deve ter o direito de defesa respeitado e a presunção de inocência garantida.

“Não é um dia de festa”, afirma. “É um ex-presidente da República que atentou contra as instituições, contra a democracia, que organizou um plano, inclusive, para matar um presidente legitimamente eleito pelo povo, para matar um ministro do Supremo. É tudo, de fato, muito grave, mas não é um dia de festa”, complementa.

Marco Aurélio afirma que é preciso ter serenidade neste momento e diz que a manifestação do Prerrogativas é coerente. “Nós não somos garantistas de ocasião. Que todos os direitos dele sejam resguardados e que, ao final, ele seja preso, porque, de fato, ele é responsável pelos crimes dos quais ele foi acusado. Não há dúvida quanto a isso”, ressalta.

O coordenador do grupo aproveitou para citar declaração de João Doria quando foi eleito prefeito de São Paulo, em 2016. Na ocasião, o tucano afirmou que gostaria de levar chocolates para Lula em Curitiba, onde estavam presos investigados da Lava Jato.

“Caso o Bolsonaro seja preso, que a gente só deseja se todos os direitos e garantias individuais forem resguardados, a gente vai sugerir ao Doria que promova, digamos, uma caravana de visita ao Bolsonaro e que leve para ele o chocolate que ele ia dar para o presidente Lula.”

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo.

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