728 x 90

Lewandowski recebe visto dos EUA para participar de Assembleia-Geral da ONU

Lewandowski recebe visto dos EUA para participar de Assembleia-Geral da ONU
  • Ministro foi uma das autoridades que teve o visto suspenso por Washington em agosto durante onda de retaliações
  • Encontro anual de chefes de Estado e de governo começa no próximo dia 23, na sede das Nações Unidas, em Nova York

Por Raquel Lopes

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, recebeu nesta terça-feira (16) o visto para entrar nos Estados Unidos e participar da comitiva brasileira na Assembleia-Geral da ONU.

Lewandowski foi uma das autoridades que teve o visto suspenso por Washington em agosto. A medida fez parte de retaliações do país ao Brasil, que iniciaram a partir do tarifaço.

Como mostrou a Folha, a cerca de uma semana do início dos discursos de líderes mundiais na Assembleia-Geral da ONU, o governo Donald Trump vem usando vistos para os EUA, necessários para o comparecimento, como arma política contra rivais e desafetos —como a Autoridade Palestina, o Irã e o Brasil.

O encontro anual de chefes de Estado e de governo na ONU começa no próximo dia 23, na sede das Nações Unidas, em Nova York. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (15), o Itamaraty disse que nem todos os membros da delegação brasileira já receberam seus vistos.

O Ministério das Relações Exteriores pontuou que, por causa do tratado de 1947 que rege as obrigações dos EUA como país-sede da ONU, Washington é obrigado a conceder vistos para todas as delegações, e não há por que esperar que não o faça. Caso contrário, cabem ações legais.

Esse tratado, que tem força de lei nos EUA por ter sido aprovado também pelo Congresso americano, formaliza Nova York como cidade-sede das Nações Unidas, concede imunidade diplomática às instalações e pessoal da ONU, e proíbe Washington de impedir ou obstar a entrada de membros das delegações de cada país.

Ainda assim, para países inimigos com os quais os EUA não têm relações, como Irã, Venezuela e Coreia do Norte, o governo americano impõe certas restrições. Os enviados de Teerã e Pyongyang, por exemplo, não têm permissão de se afastar mais de 40 quilômetros da ilha de Manhattan.

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo.

Compartilhe
Grupo Prerrô
ADMINISTRATOR
Perfil

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Mais do Prerrô

Compartilhe