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Nem colírio abre os olhos de quem não que ver

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Em uma recente entrevista publicada pelo blog do jornalista Fausto Macedo, o coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, se apresenta para um debate do qual defensores aguerridos da Lava Jato preferem fugir: qual foi, ao final das contas, o saldo da operação que completa agora dez anos.

Em uma recente entrevista publicada pelo blog do jornalista Fausto Macedo, o coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, se apresenta para um debate do qual defensores aguerridos da Lava Jato preferem fugir: qual foi, ao final das contas, o saldo da operação que completa agora dez anos. Relembremos alguns fatos.

O direcionamento político da Lava Jato, que culminou na prisão sem provas do presidente Lula, já ficou claramente demonstrado pela revelação de mensagens trocadas pelos ex-integrantes da força-tarefa. Protagonista da operação, o ex-juiz Sérgio Moro, que tanto se empenhou em criminalizar a política, deixou a Lava Jato para tornar-se ministro no governo de Jair Bolsonaro. No campo econômico, o trabalho da força-tarefa deixou um legado de destruição e miséria: o Brasil perdeu quase 5 milhões de empregos, a arrecadação das empreiteiras caiu 85% e o PIB encolheu 3,6% entre 2014 e 2017.

Para o sistema de Justiça, o prejuízo não foi menor. Este foi corrompido a pretexto de se combater a corrupção, como vem se demonstrando em detalhes, pela revisão dos métodos da 13° de Curitiba.

Temos um forte compromisso pelo combate à corrupção, mas não a qualquer custo. Outros países nos deram o exemplo de que é possível travar essa batalha sem demonizar a política, sem comprometer a economia e sem corromper o sistema de Justiça. Aqui se deu o contrário, por isso acreditamos que o balanço da Operação Lava Jato foi irrisório.

A Lava Jato foi o maior escândalo envolvendo o sistema de Justiça em uma democracia moderna. Reconhecemos seus poucos acertos, mas temos a obrigação de expor seus inúmeros erros para que possamos aprender com eles e para evitar que se repitam. Esse é o debate proposto, e qualquer tentativa de desvirtuá-lo com ataques e ofensas pessoais é fruto de despreparo, má-fé e ignorância.

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